o vazio que cresce
dentro e fora do meu tempo
a ausência torna-se comum
a inexistência de dor quando algo morre e o tempo se perde...
Capítulo 8: O Vazio do Tempo
Laura contemplou a janela em seu quarto, perdida em pensamentos profundos enquanto observava a paisagem lá fora. Ela sentia a força implacável dos dias que passavam, como se o tempo escorresse por entre seus dedos. A vida seguia seu curso, e ela se via arrastada por uma correnteza invisível.
O vazio interior que crescia a cada dia parecia envolvê-la, tornando-se uma parte de sua própria essência. Era um sentimento estranho, um vazio que não se limitava ao seu mundo interior, mas também se estendia ao mundo que a cercava. O cinza das ruas, o murmúrio das pessoas, tudo parecia desprovido de cor e significado.
Era como se a ausência se tornasse sua companheira constante, uma sombra que a seguia aonde quer que fosse. Às vezes, parecia que a inexistência da dor era a única constante em sua vida. Quando algo morria, quando o tempo se perdia, a sensação de alívio tomava conta dela.
Laura refletiu sobre a vida que ela construíra e sobre as escolhas que a tinham levado até ali. Ela se perguntou se havia se perdido em algum ponto do caminho, se havia deixado de seguir suas paixões e desejos para se encaixar nas expectativas dos outros. O tempo passara rápido demais, e ela se sentia como se estivesse presa em uma realidade monótona.
No entanto, naquele momento de reflexão, Laura também percebeu que o vazio podia ser preenchido. Ela podia escolher reacender suas paixões, buscar novos horizontes e abraçar a beleza que ainda existia no mundo ao seu redor. A ausência de dor não precisava ser sua única companhia; ela podia encontrar a alegria novamente e dar um novo significado ao tempo que lhe restava.
O vazio do tempo, a ausência e a inexistência da dor eram desafios que Laura estava determinada a superar. Ela sabia que a vida era uma jornada repleta de altos e baixos, e, mesmo diante do vazio, ainda havia espaço para a renovação e a redescoberta.
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