
Entre tantos tempos...o teu
elemento constante no meu
sorriso...
vagamos juntos de hora em hora
na impaciência dos minutos...
passo
o chiar das portas na tua ausência
oiço
a ponta dos dedos no teu olhar
perdido no vazio de uma hesitação
calas-me
com um abraço….
tento compulsivamente erguer-te
a voz… calando-me sempre.
Preso entre o tempo que passa e a voz que me sussurra
ao ouvido
contraponto… ritmo
Vontade?
calas-me
com um abraço….
tento compulsivamente erguer-te
a voz… calando-me sempre.
Preso entre o tempo que passa e a voz que me sussurra
ao ouvido
contraponto… ritmo
Vontade?
**Capítulo 5: Entre Tempos e Silêncio**
Ana e João compartilhavam um vínculo único, uma ligação que parecia transcender o próprio tempo. Eles eram o elemento constante um na vida do outro, um sorriso mútuo que persistia através das estações da vida.
Navegavam juntos, de hora em hora, pelos momentos de alegria e desafios. Suas vidas eram uma dança de impaciência, onde os minutos pareciam se esticar quando estavam separados. Cada segundo longe do outro era como uma espera interminável, e o chiar das portas na ausência do parceiro ecoava em suas mentes, lembrando-os da incompletude.
Os encontros eram marcados por gestos simples, mas significativos. João ouvia o som da ponta dos dedos de Ana nos momentos de hesitação, um sussurro de conforto no vazio das incertezas. Ana, por sua vez, silenciava João com um abraço, um abraço que falava mais do que as palavras poderiam expressar. Era um abraço que transcendia o espaço e o tempo, conectando-os em um nível profundo.
João desejava compulsivamente erguer a voz, compartilhar seus pensamentos e sentimentos com Ana. No entanto, uma força invisível o impedia, um silêncio que o envolvia e o detinha. Era como se o tempo, inexorável, tentasse sussurrar palavras ao seu ouvido, mas ele era incapaz de dar voz às emoções que fervilhavam em seu interior.
No entanto, entre os momentos de silêncio e o ritmo do tempo, Ana e João encontravam um contraponto, uma melodia única que era apenas deles. Era uma dança de vontade, um desejo ardente de compartilhar e se conectar, mesmo quando o silêncio reinava. Eles compreendiam que o amor verdadeiro ia além das palavras, transcendendo o tempo e o espaço. Era um elo eterno que persistia, não importando o que o destino reservasse.
Assim, entre os tempos e o silêncio, Ana e João continuaram sua jornada, abraçando cada instante como se fosse o último, e encontrando força na melodia única que só eles podiam ouvir.
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